Nos Estados Unidos as vendas cresceram menos do que o previsto
no início do ano, ou seja, cerca de 30 bilhões de dólares a menos. No Brasil o
crescimento pode continuar - saberemos após o Natal.
A crise global
derrubou bancos, financeiras e seguradoras. Mas e o comércio eletrônico? Nos
Estados Unidos, centro da crise, o Department of Commerce divulgou que o
faturamento do comércio eletrônico americano fechou o terceiro semestre de 2008
com um crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2007, sendo que o
forecast feito no início do ano era de 12%.
Foram consideráveis
seis pontos percentuais abaixo. Parece pouco, mas esses seis pontinhos
representam cerca de 30 bilhões de dólares.
Enquanto isso, aqui no
Brasil, já são mais de 13 milhões de internautas comprando em lojas virtuais, os
e-consumidores. O crescimento desse setor em setembro de 2008, ápice da crise,
em relação ao mesmo mês em 2007, foi de 24%, segundo dados da
e-bit, empresa especializada em informações de comércio eletrônico.
Nada mal para um mercado relativamente jovem, que com menos de dez anos
de vida, parece ter fôlego de sobra para encarar um furacão econômico
mundial.
Por quê? Primeiro, porque os consumidores virtuais se
mostram cada vez mais maduros em seu comportamento de compras. Antes de
decidir pelo produto ou loja, navegam com desenvoltura em sites de busca e de
comparação de preços à procura das melhores ofertas. Sabem que em tempos de
crise, vende quem tiver o melhor preço, mesmo que os compradores tenham que
esperar um pouco mais pelos produtos optando por fretes mais baratos.
É
fato também, que esses consumidores estão menos sensíveis às compras feitas por
impulso. No entanto, não deixam de visualizar e guardar aquele e-mail marketing
recebido, com ofertas especiais do seu sonho de consumo.
Segundo, porque
as grandes redes varejistas presentes na internet estão “antenadas” com
o momento. Tenho recebido ofertas matadoras em minha caixa postal.
Algumas parecem nem ter se dado conta da alta do dólar, que influencia
diretamente os valores praticados nas categorias mais vendidas pela web,
eletrônicos e informática.
Além disso, o long tail, as
pequenas e desconhecidas lojas virtuais, me chamam a atenção pela sua capacidade
de segmentação e personalização. Há algumas semanas, comprei uma
impressora matricial numa loja de pequeno porte, praticamente desconhecida.
Ontem, me surpreendi com uma oferta por e-mail da tal loja, me oferecendo
cartuchos para o mesmo modelo de impressora! Fiquei ainda mais impressionado ao
me dar conta que meu cartucho estava mesmo precisando ser
reposto.
Em tempos de crise sempre haverá oportunidades.
Essa loja de alguma forma conseguiu prever a freqüência de compra dos cartuchos
dessa impressora, se antecipar à minha necessidade e falar comigo em tom
pessoal.
Agora aguardo ansioso pelas ofertas de final de ano. O Natal na
internet acontece no período entre 15 de novembro e 20 de dezembro. A briga
promete ser boa. O Wal-Mart, maior rede varejista do mundo, entrou no mercado
online brasileiro há algumas semanas. Pelo investimento feito, que foi divulgado
publicamente por seu presidente numa coletiva de imprensa na época do
lançamento, entrou pra incomodar os líderes. Seu poder de barganha com
fornecedores, sua política de preços baixos e know-how da equipe envolvida na
operação, me deixam ainda mais ansioso.
Quem ganha com isso? Nós, os
consumidores. Mas e a tal da crise? Bom, por enquanto no e-commerce,
essa crise está lá no hemisfério norte. E que fique por lá, pois nesse
Natal, com certeza vou comprar meus presentes pela internet.
Avenida Alfredo Ignácio de Nogueira Penido, 255 - conj. 1702
Edifício Le Classique - Jardim Aquarius
+55 (12) 3945.0350 ou (12) 3913.3765 ou (11) 3323.1172 | São José dos Campos - SP
2000-2010 Sites&Cia.com.br® Todos os direitos reservados.
Uma empresa do Grupo EmpresasVALE®